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sábado, 8 de março de 2008

Justiça americana



Trailer do documentário vencedor do oscar de sua categoria este ano: Taxi to the dark side.

Toda a verdade sobre a tortura perpetrada pelos Estados Unidos, através de uma investigação que parte do percurso e morte de um taxista afegão em 2002, Dilaware, por ferimentos infligidos por “técnicas especiais de interrogatório” na prisão de Bagram, no Afeganistão – tubo de ensaio para Abu Ghraib e Guantanamo. Dá para ver as habituais piruetas retóricas e decadentes de Bush sobre tortura, justiça, convenções de Genebra, direitos humanos. E as palavras e documentos da nata dos serviços secretos sobre coisas tão suavemente matinais como “simulação de afogamento”, “privação do sono”, “assédio sexual e moral”, “posições de stress”, “exploração e simulação de fobias do detido”, “privação de luz e estímulos visuais”, “choques térmicos” e mesmo sobre o produto de anos de investigação científica: a indução de psicose em 48 horas. E vemos cada uma destas coisas nas fotografias dos prisioneiros e cadáveres, nas certidões de óbito, nas palavras do suposto terrorista britânico entretanto libertado, nas descrições dos soldados envolvidos e até nos olhos dos familiares de Dilaware (realojados pelas autoridades em parte de difícil acesso e supostamente secreta, diz-nos a voz off do filme, que chega até eles) e que, é-nos dito num momento fugaz mas essencial do filme, possuem o papel da prisão que, surpreendentemente e sem pudor, diz “homicídio” sem que isso tenha preocupado as autoridades americanas porque, assim como assim, são analfabetos que nunca terão a tradução do documento em inglês. E isto, isto é mesmo o cúmulo do atentado contra a dignidade humana.

Spectrum

Comentário: Bush Jr. durante uma de suas eloquentes aparições declara, perplexo, que a Suprema Corte havia dito que era preciso respeitar o art. 3º da Convenção de Genebra sobre prisioneiros de Guerra. Pergunta: "O que significa violação da dignidade humana?" E responde: "Isso é muito vago". Bem, quem sabe ajudasse a leitura do texto:

As pessoas que não tomem parte diretamente nas hostilidades, incluindo os membros das forças armadas que tenham deposto as armas e as pessoas que tenham sido postas fora de combate por doença, ferimentos, detenção ou por qualquer outra causa, serão, em todas as circunstâncias, tratadas com humanidade, sem nenhuma distinção de caráter desfavorável baseada na raça, cor, religião ou crença, sexo, nascimento ou fortuna, ou qualquer outro critério análogo. Para este efeito, são e manter-se-ão proibidas, em qualquer ocasião e lugar, relativamente às pessoas acima mencionadas:
a) As ofensas contra a vida e a integridade física, especialmente o homicídio sob todas as formas, mutilações, tratamentos cruéis, torturas e suplícios;
b) A tomada de reféns;
c) As ofensas à dignidade das pessoas, especialmente os tratamentos humilhantes e
degradantes;
d) As condenações proferidas e as execuções efetuadas sem prévio julgamento realizado por um tribunal regularmente constituído, que ofereça todas as garantias judiciais reconhecidas como indispensáveis pelos povos civilizados.

Convenção adotada a 12 de Agosto de 1949 pela Conferência Diplomática destinada a Elaborar as Convenções Internacionais para a Projeção das Vítimas da Guerra, que reuniu em Genebra de 21 de Abril a 12 de Agosto de 1949. Entrada em vigor na ordem internacional: 21 de Outubro de 1950.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

O virandu



"Oviro dos piranga marges prácida/de um povo herói de um braço espundante/e o céu da liberdade em raios frígidos/ brilhou no sol da pátria neste instante/se o senhor nessa algualdade/ conseguimos conquistar um braço forte/ entra o seio, ó liberdade/renasci com nosso pleito a nossa morte/ei pátria amada, idolotrada, salve, salve/... Dos filhos deste sósia irmães gentius, pátria amada, Brasil."

P.S. O autor do vídio diz que os intérpretes são corintianos ensaiando o hino para a Libertadores.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

The Obama propaganda



"Yes We Can" - Famosos cantam em apoio ao candidato democrata Barack Obama. A música foi inspirada em um discurso de Barack.

TV Política

A letra, o discurso:

It was a creed written into the founding documents that declared the destiny of a nation.

Yes we can.

It was whispered by slaves and abolitionists as they blazed a trail toward freedom.

Yes we can.

It was sung by immigrants as they struck out from distant shores and pioneers who pushed westward against an unforgiving wilderness.

Yes we can.

It was the call of workers who organized; women who reached for the ballots; a President who chose the moon as our new frontier; and a King who took us to the mountaintop and pointed the way to the Promised Land.

Yes we can to justice and equality.

Yes we can to opportunity and prosperity.

Yes we can heal this nation.

Yes we can repair this world.

Yes we can.

We know the battle ahead will be long, but always remember that no matter what obstacles stand in our way, nothing can stand in the way of the power of millions of voices calling for change.

(We want change.)

We have been told we cannot do this by a chorus of cynics…they will only grow louder and more dissonant ……….. We’ve been asked to pause for a reality check. We’ve been warned against offering the people of this nation false hope. But in the unlikely story that is America, there has never been anything false about hope. Now the hopes of the little girl who goes to a crumbling school in Dillon are the same as the dreams of the boy who learns on the streets of LA; we will remember that there is something happening in America; that we are not as divided as our politics suggests; that we are one people; we are one nation; and together, we will begin the next great chapter in the American story with three words that will ring from coast to coast; from sea to shining sea:

Yes We Can.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

"em redor do buraco tudo é beira"



O funk do Suassuna é demais. É uma mixagem em cima da aula-espetáculo em que Suassuna faz troça da empolgação do mangue-beat com a física quântica. O vídeo foi extraído do documentário exibido recentemente acho que no Multishow, mas a dica desta montagem veio do Josias.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Paulo Francis



Erros de gravação, irritação e muito p... que pariu.

Por que no te callas?

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Paquetá



Animação da música composta por Rodrigo Amarante do Los Hermanos. Trabalho vencedor do Cyber Juri do Anima Mundi Web 2007.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Ao perdedor, o Nobel da Paz

Al Gore e o Painel da ONU que combate o aquecimento global são os ganhadores do Nobel da Paz deste ano. No início da década, na disputa pela Casa Branca, Gore teve mais votos nominais do que Bush, mas foi derrotado pelo "confuso" sistema eleitoral americano e pela Suprema Corte (Caso Flórida)... Sobre o aquecimento global, a estrela hollywoodiana da ecologia, Bush jr. sai-se com frases como esta: "Eu tenho certeza de que os seres humanos e os peixes podem conviver pacificamente". Ou: "The Globe is warming?" Assista.


quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Recordar é viver de novo



Outubro de 1992, Collor, impedido, se despede do Planalto.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Barão nas árvores (Cordel do Fogo Encantado)


clipe do cd "transfiguração", do cordel do fogo encantado. direção: pedro bayeux

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Mônica Veloso na Hebe



Confissões íntimas em público...

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Ilha das Flores


Parte I


Parte II

Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.

Filme de Jorge Furtado

P.S. Se tiver problemas para assistir o vídeo (se a imagem estiver cortando, clique na tecla play para dar uma pausa e aguarde o vídeo carregar)

sábado, 1 de setembro de 2007

O vento



Los Hermanos

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Noel na Globo



Eu é que pergunto todo dia: com que roupa?

domingo, 26 de agosto de 2007

Pulsar



Pulsar (1975)
Augusto de Campos
música de Caetano Veloso

sábado, 11 de agosto de 2007

O dia em que o Brasil foi invadido



Animação de recortes, que mostra a hipotética invasão do Brasil pelos EUA, com o objetivo de tomar posse dos recursos naturais do país. A elite das forças especiais do exército americano irá liderar a invasão. Só um país será o vencedor.

Animação feita como projeto de conclusão de curso das Faculdades Integradas Barros Melo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

O assalto nosso de cada dia



Será que todo assaltante é mesmo malandro? Este é uma sequência do filme " O assalto nosso de cada dia"

www.erdfilmes.com.br

terça-feira, 31 de julho de 2007

Cinco poemas concretos



Adaptação para o audiovisual dos poemas concretos
"Cinco" (de José Lino Grunewald, 1964),
"Velocidade" (de Ronald Azeredo, 1957),
"Cidade" (de Augusto de Campos, 1963),
"Pêndulo" (de E.M. de Melo e Castro, 1961/62) e
"O Organismo" (de Décio Pignatari, 1960).

Direção: Christian Caselli.

Thriller



O que é isso? Centenas de filipinos presos performing Michael Jackson!!?!! Imagino a tentativa disso no Brasil, em que cabeças saltam muros de cadeia.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

A cara (de pau) e a carta



Excelentíssimo senhor senador Renan Calheiros, digníssimo presidente da Mesa do Senado Federal,
Esta é, para mim, mais uma hora - dentre inúmeras que já vivi, em que devo tomar uma grave decisão.
Volto-me para o grande mistério da vida, a força da consciência, o mal ativo e o mal passivo, o mal que causamos e o mal que sofremos.
E sinto que somente me pesa na consciência o mal que venho sofrendo, que tanto me tortura e procura turvar uma vida pautada na dignidade pessoal, no respeito ao meu semelhante, no resguardo da coisa pública, no profundo sentimento cristão.
Minhas reminiscências somente fazem aflorar a longa jornada já percorrida, que tem como timbre minha dedicação à administração pública atestada nas grandes obras que realizei, no transcurso das quatro vezes que governei o Distrito Federal.
Sinto acima de tudo que não se pode viver feliz olhando apenas para si mesmo. É preciso viver para os outros, sobretudo, os humildes, os necessitados, como opção para viver para si mesmo. É o que tenho procurado fazer por toda minha vida, buscando na gestão pública, no governo, certificar ao cidadão que os tributos que pagou receberam bom uso, diante da presença ativa do governante atento às lídimas aspirações da população.
Ocupei a tribuna da Casa à qual pertenço em defesa de meu mandato político. O desapreço dos senadores pelo destino do colega foi notado. Apenas doze eminentes senadores compareceram à sessão.
Por outro enfoque, lamento que o corregedor, senador Romeu Tuma, antes mesmo de o Senado Federal ser formalmente provocado a promover as apurações dos fatos veiculados na mídia, ou quiçá, de apreciar a farta documentação que franqueei a todos, pela qual ficou demonstrada cabalmente a lisura de minha conduta, não se ateve, entretanto, às cautelas éticas impostas ao exercício da importante e elevada posição que ocupa. Ao contrário, agiu despido da imprescindível serenidade, ponderação e senso de justiça, máxime ao externar um juízo de valor em detrimento da honra de seus pares, no caso, ao condenar-me publicamente pela imprensa, sem direito a uma defesa que merecesse a mesma repercussão.
Minha inocência, por mim proclamada e insistentemente repetida, não mereceu acolhida. O furor da imprensa, o açodamento de alguns, as conclusões maliciosamente colocadas lamentavelmente ecoaram mais alto. Pesou apenas o propósito de destruir, neste momento, uma vida pública coroada por relevantes serviços prestados à sociedade, particularmente ao povo mais humilde do Distrito Federal.
Meu alento está em que até mesmo o Ministério Público fez ressaltar que os fatos a mim imputados não guardam a mínima correlação com a malfadada Operação Aquarela. Mias que isto - nesse ponto lamento ter tido acesso aos autos apenas na data de ontem -, é importante ressaltar que esse procedimento apuratório se contrapõe às inverdades e injustiças insistente e maliciosamente divulgadas, embora sem qualquer vinculação com o objeto das apurações relativas à já mencionada Operação Aquarela.
São essas as razões motivadoras do posicionamento a que sou obrigado a tomar, neste ato, tanto mais em respeito ao povo do Distrito Federal que tantas vezes me confiou seu voto.
Não temo que meu gesto seja interpretado como demonstração de fraqueza. Prefiro acreditar na grandeza que se pode colher de quem vive os fatos da história. É que, às vezes, de renúncias depende a honra do cidadão, colocada em risco, não por faltas que tenha cometido, senão pela pusilanimidade de alguns e pela voracidade de interesses políticos - que não se acanham em fazer pré-julgamentos - daqueles que deveriam protegê-la sob a boa sombra das instituições criadas para assegurar o devido processo legal.
A gente de Brasília, os humildes aos quais nunca faltei com meu carinho e assistência - o povo, enfim, haverá de me entender. E todos me farão justiça, compreendendo o sentido de meu gesto: disso tenho plena convicção.
São essas as razões pelas quais devo comunicar a Vossa Excelência e à Mesa do Senado a minha RENÚNCIA ao mandato de Senador da República que o povo de Brasília me conferiu, fazendo-o, ainda, com fundamento no artigo 29 do Regimento Interno desta Casa Legislativa.

Joaquim Domingos Roriz - Senador da República