sexta-feira, 23 de março de 2007

Pra não falar de Brasília

A rosa do povo mudou de cidade.

Nem bondes nem rua de gente.

Ficou doente a tal

flor que não desabrocha

mas dor não sente,

feia, torta, ilude a rocha

e a matemática fiscal,

pois chega a tarde em setembro,

quem conhece a Capital sabe,

ao povo os horizontes queimados no sol

poente e, se rua falta,

se o tédio roça

apatias de concreto,

cerrado sedento,

o céu atende,

democrático,

cor-de-rosa:


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